Saúde Integral Cósmica

Atualizado: Jan 9



Tenho enfrentado algumas dificuldades, quanto à trajetória pela cura emocional. E isso tem me ocorrido tanto como terapeuta, como na minha caminhada pessoal, no meu próprio processo de individuação. Eu e meus clientes temos remoído questões que por mais que busquemos uma origem na infância e por mais que a “tratemos”, ela se renova em vigor em retornos críticos, por vezes mais devastadores mentalmente do que antes.


O que temos percebido é que existe uma fonte originária que empresta força para o trauma infantil ou para o aborrecimento da vida adulta mesmo. Essa fonte foge ao paradigma de uma psicologia do individuo. Olhar apenas a história da pessoa desde o ventre de sua mãe, ainda que explique muita coisa, não dá conta de todos os fenômenos e efeitos que se alastram e se renovam incessantemente.


Por isso, temos cautelosamente ampliado em direção ao paradigma da consciência extra corporal (Parte 1) e da coletividade ativa dos mortos (Parte 2). Vamos devagar para não assustar, nem confundir. Não são temas ao todo ignorados pelas pessoas, na verdade, muitas correntes religiosas acreditam piamente nesses pressupostos. Quando falamos de consciência extra corporal, queremos dizer que a mente humana não está alojada unicamente nos processos eletro-bio-químicos do cérebro e, portanto, ainda que o corpo desfaleça, uma instância inteligente continua operando.


Sendo essa instância da dimensão da informação não material, seria indestrutível, vindo por algum motivo a ser atraída a acoplar novamente em uma nova experiência de vida. Essa é uma forma mais intelectiva de falar sobre a reencarnação. Apesar de que temos que ter clareza, que a nova experiência de vida, gera um novo sujeito que não é a mesma pessoa anterior. Simplesmente esse novo sujeito recebe como um legado, uma herança cósmica, aquilo que foi experienciado pela pessoa que havia vivido anteriormente. Eles não são a mesma pessoa, mas formam tipo um sagrado conselho místico, no qual o presidente em exercício é aquele que está no processo de construção pela vida biológica.


Quando falamos da coletividade ativa dos mortos, queremos dizer que aqueles que já se foram, os nossos antepassados consanguíneos, apesar de parecer já terem ido embora, na verdade, justamente por causa de nossa presença aqui, eles persistem em se fazer presentes também. Fica mais óbvio entender que em você seus pais e seus avós continuam, já que você os conheceu e leva por imitação e aprendizado muito do que era a forma deles encararem a vida. Mas o que não nos damos conta, às vezes, é que esse efeito pode ser tão vívido, independentemente, se estamos falando da influência de uma mãe ou da mãe dela, ou de uma mulher que foi tataravó da tataravó de uma delas.





Alguns de nós podemos ser afetados não apenas por uma tendência geral proveniente da genética, mas ao que tudo indica há um sutil registro na epigenética e na morfogenética, capazes de nos trazer até mesmo sensações provenientes de episódios de vida entre família, ocorridos há um, dois ou três séculos em direção ao passado. Na primeira questão, temos a abordagem espiritualista; na segunda questão, temos a abordagem transgeracional.


Compreender quem somos, nesse caso, ultrapassa os limites das memórias de nossa vida em curso. E olhe que lembrar de cada registro factual aglutinado aos afetos envolvidos, apenas desta edição de vida, já é um grande desafio; agora, imagine dar conta de sondar aquilo que ocorreu com seu espírito nas experiências anteriores de vida e com seus parentes nas gerações que lhe antecederam.


Você pode até não querer olhar para essas coisas, mas todos eles e cada uma delas, todas essas pessoas, na verdade, contribuem pouco ou muito, para a formação de quem você é. E junto a isso, vem aquilo que se espera de você, as coisas que para você serão mais difíceis, assim como tudo aquilo que para você por algum motivo é mais fácil. O mais fácil gera o que chamamos de talentos, esses tais não são coisas às quais você necessariamente precisa aprender, mas apenas lembrar.


Ainda não estamos prontos para esse salto, mas uma medicina e uma psicologia do futuro deverão integrar não apenas aquilo que se vê e se mede no plano físico, ou aquilo que se viveu naquela vida; mas tudo aquilo que flui e, ainda, nos é imperceptível na causa, mas facilmente sentido no efeito. Assim como essa Saúde Integral precisará dar conta de entender o nosso “eu” por completo, adicionando a esse “eu”, todos esses “eus” que vieram antes e de alguma forma fazem parte de cada um de nós.



Na contestada autobiografia de Carl Gustav Jung, o livro “Memórias, Sonhos e Reflexões”, o psiquiatra suíço se esforça para não perder a linha de exposição típica da intelectualidade do seu feitio. Mas ele mesmo admite que não poderá ser “científico”, já que a dissertação não consegue contar a vida de uma pessoa, ele prefere narrar o seu mito pessoal.


Nesse mito, ele se coloca muito bem como continuidade daqueles que vieram antes, assim como ele deixa muito claro que, ele se reconhece como um ser preexistente e se indaga: o que será que fez ele voltar? Que linhas de similaridades compartilhadas o ligam àquilo que ele mesmo foi antes? Bem, partindo desse tipo de reflexão que estamos expondo sobre uma Saúde Integral Cósmica.


Se a Psicanálise se debruçou nas feridas que foram geradas na infância; pouco a pouco, estamos percebendo que há mais coisa antes disso ou para além disso. Estranhamente, continuamos algo à nossa revelia. E quando ousamos fazer por nós mesmos, pagamos um alto preço e mesmo quando cumprimos todo o script, sentimos o pesar de ter vivido uma vida que não pareceu ser a nossa própria.


O lugar do trauma é geralmente a infância, mas se eu lhe disser que quando crianças apenas seguimos o fluxo, conforme marcas deixadas por vivências anteriores, há pegadas em nós, como se não fôssemos aquele que anda, mas como se fôssemos o caminho, pelo qual andam sobre nós.


Está na hora, de nos livrarmos da ilusão de que somos apenas o caminhante, o caminho e todos os caminhantes anteriores somos nós também, ao mesmo tempo. Precisamos lidar com o fato que carregamos dentro de nós, o fardo ou a benção de tudo que veio antes, assim como precisamos dar um encaminhamento, encontrar um propósito para esse que caminha no presente. Não que não possamos seguir nossa própria direção, mas que não começamos de um verdadeiro começo e sim pegamos o bastão do ponto até onde eles chegaram.


Esses que repassam o bastão são nossos antepassados, parentes, mestres e nós mesmos, considerando que já estivemos aqui, ou que viemos de algum lugar antes de está aqui. Alguns recebem gentilmente o bastão, outros têm que resgatar o bastão largado no chão e um terceiro grupo precisa tomar o bastão daqueles que não querem lhes dar as rédeas do seu viver. Seja como for, eles e elas não passam de um subterfúgio de nossa mente, em sentido amplo, iludindo-nos dando a impressão de serem outros, mas todos eles e elas são na verdade, nós mesmos.




Essa imagem (do coração com 4 linhas) que estamos utilizando é uma proposta do que o mestre Ben Daijih, ufólogo espiritualista brasileiro, como uma forma simplificada de explicar o que ele denomina de Medicina dos Espaciais. Essa é uma forma de dizer que para as sociedades extraterrestres ou extradimensionais avançadas, a “cura” é simplesmente dar vazão livre novamente ao fluxo da vida. E veja que a nossa “vida”, não se restringe ao que estamos vivendo dessa vez, assim como não se restringe ao que chamamos de “eu”.


Um grande desafio que nos tem sido apresentado é integrar formas e saberes capazes de perceber e lidar com (1) as realidades da nossa experiência sociopsicobiológica atual, bem como do avolumado peso de nossas instituições sociais; (2) nossa conexão com nossas raízes étnicas pela linhagem consanguínea; (3) nossa própria memória, alianças e desavenças de experiência anteriores, que nos afetam profundamente mediante os reencontros de almas e (4) nossa conexão com nosso passado mais longínquo que acaba por revelar de que parte do Universo somos provenientes, antes de entrar nos ciclos de vida no sistema terrestre.


Wagner Soares de Lima

Janeiro de 2021


Quero carinhosamente lhe convidar a fazer parte de um momento de partilha, entre eu e você, entre todos os meus “eus” e todos os seus “eus”, numa terapia que reúne Constelações, abordagem Junguiana e visão espiritualista. Vamos ver qual dos seus próprios “eus” está dizendo: “enquanto, eu não for visto e minha causa resolvida, não lhe deixarei seguir o caminho que você quer”.


https://www.zoeintegrativa.com/constelacao




Referências


Jung, Carl G.; Jaffé, Aniela (2016). Memórias, Sonhos, Reflexões. Editora Nova Fronteira. [Link]


De Paula; Luiz G. S. "Ben Daiji". Amasofia - Cura e Medicina do Espaço [Audiovisual] Youtube, Duração: 1h30min. Publicado em 05 out. 2015. Gravado em 02 out. 1999. [Link]



©  2020 por Zoe Integrativa  | www.zoeintegrativa.com

  • Instagram
  • Facebook
  • Branca ícone do YouTube
  • Branca Ícone SoundCloud

Tel: (81) 9.9188-1404

Informações comerciais:
Responsável pelas vendas - CPF n.º 036.148.444-55 | Prazo estimado para entrega dos produtos físicos - de 5 a 15 dias

Nosso Conteúdo

Blog

Loja

Livros

Óleos Essenciais

Canal do Youtube