Abra seus braços e viva esse planeta de cores

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Passei por minha segunda formação de constelação familiar e a terceira sobre constelações no Instituto Onukisan (Maceió/AL). Dessa vez contamos com a presença de Cornélia Bonenkamp, Dra. Sônia Onuki e Dr. João Bastos, como professores.

Entre tantas coisas que relembrei, que aprendi de novo, que vivenciei com intensidade, além das pessoas que conheci, que é um capítulo a parte de muita satisfação, uma coisa me chamou a atenção: as pessoas consteladas ao livrarem-se de pesos de dores diziam sentir vontade de abrir os braços e expressavam que estavam livres e mais leves. O movimento que faziam era de um desabrochar de flor e é, justamente, um dos movimentos mais significativos do Yoga.

Tentei me lembrar, de onde na infância eu conhecia aquela imagem. Vasculhei a mente e achei: é uma estrofe de uma música em italiano interpretada pela minha cantora preferida, Laura Pausini. A música se chama: “Ascolta il tuo cuore”, que quer dizer “Ouça o seu coração”, composta pelo pai da Laura, o Fabrizio Pausini e o pintor italiano Cheope (Alfredo Rapetti).

"Ascolta il tuo cuore" (Laura Pausini) Se ascolti il tuo cuore Se você ouvir o seu coração Apri le braccia quasi fino a toccare Abrirá os braços quase como se pudesse tocar Ogni mano, ogni speranza Cada mão, cada esperança ogni sogno che vuoi cada sonho que (um dia) desejou Perché poi ti porterà fino al cuore Porque depois isso te levará até o coração di ognuno di noi de cada um de nós

A pessoa que é constelada fica como se estivesse voando, ela se reconecta novamente com a fonte da Vida, independente do que tenha ocorrido no trajeto. Mas assim que você consegue voltar a sentir seu valor próprio, saber qual é o seu lugar na vida e, finalmente, conseguir sentir o bem estar de simplesmente viver, - logo após isso -; começa um grande desafio de encarar a insistência da realidade anteriormente criada por nós mesmos, que ainda está lá da forma como a deixamos.

É nesse momento que vejo essa música apresentar o cenário tal qual ele ocorre. Você poderá acompanhar a versão em italiano ou em espanhol.



Ascolta il tuo cuore

(versão em italiano - leia a letra completa)


Ehi adesso come stai? Ei, agora como você está?

Tradita da una storia finita Traída por uma história acabada

E di fronte a te l'ennesima salita E na sua frente mais uma das tantas subidas

Un pò ti senti sola Se sente um pouco só

Nessuno che ti possa ascoltare Ninguém que possa ouvir você

Che divida con te i tuoi guai Que possa dividir com você os problemas

Mai! tu non mollare mai! Nunca! Nunca desista!


Escucha a Tu Corazón

(versão em espanhol - leia a letra completa)



¡Qué! Ahora cómo estás Que! Agora como está?

Plantada por tu historia acabada Paralisada por tua história acabada

Y de frente a ti E na sua frente La enorme cuesta arriba A enorme subida

Te sientes algo sola Se sente sozinha Sin nadie que se siente a escucharte Sem ninguém que te escute

Que comprenda tu situación Que compreenda tua situação


Parece quase um milagre, ao ampliar a consciência e ter uma nova perspectiva sobre a mesma questão, parece que algumas pessoas e fatos desenrolam-se espontaneamente para uma boa solução. Por isso as constelações, sobretudo, para quem nunca havia feito nada parecido antes, cria um grande impacto, porque uma água podre, empossada, impedida de fluir estava ali na sua forma de pensar inconsciente, no seu coração lhe fazendo sentir de tal forma que gerava uma realidade equivocada.

Uma vez isso liberado, há um rompante de mudança. Mas há algumas questões que estão ali daquele jeito por ações de nível consciente, fruto de sua capacidade volitiva. Onde está a coragem de tomar a derradeira decisão? De abandonar a ilusão e seguir seu verdadeiro caminho? Há ganhos secundários que foram fáceis de serem esquecidos no furor da terapia, mas na hora de dar os próximos passos, como dizer que algo que já ocorria há anos, simplesmente vai acabar? E se tiverem outras pessoas envolvidas?

Por isso não é nenhuma surpresa que daqui a 5 anos você faça constelação novamente ou faça outra terapia e que lá esteja o mesmo problema, ligeiramente alterado, mas não totalmente resolvido. Por quê? Simplesmente, porque é preciso “ouvir o seu coração”, mas faça silêncio, porque mesmo ao longe ele soprará as palavras certas para (re)escrever sua história. E vai ser triste, quando você disser: “eu só não fiz, como devia, por amor a fulano(a)”. Não vai adiantar dizer isso, porque “toda a sua história, cada minuto dela, pertencem apenas a você”.

Dizer que habitamos um “planeta de cores” é relembrar vários aspectos. No espiritualismo contemporâneo, isso relembra que a regência astral do Planeta Terra é feita por 7 sistemas distintos, porém integrados como um arco-íris. E, portanto, são sete cores que nos tocam em cada um dos nossos subsistemas de manutenção da vida. Assim como cada um de nós, o próprio planeta tem sete pontos, que atuam como vórtices de energia.

É trazer ao acervo vivo do imaginário de nossas civilizações, a alegria de ter sobrevivido ao grande dilúvio. Após dias de chuvas e enchentes, havia arco-íris em todas as partes devido à refração da luz do Sol no grande corpo de d’água que se formou. A vida que ressurgiu da morte, provocada pelo dilúvio, realmente findou algumas histórias de povos que já tinham levantado grandes civilizações. Em compensação, gerou a oportunidade para novas histórias. E nossas sociedades modernas seriam a continuação daquela nova história. Algumas tradições, inclusive dizem que o arco-íris seria uma aliança de vida e esperança feita pela divindade regente de nosso Universo para com os habitantes deste planeta.

Também é possível lembrar, que parte da geração de seres que estão encarnando são chamadas de “crianças arco-íris”. Na verdade, cada um de nós atua como um corpo celeste que influencia os outros por gravidade e orbita certos aspectos até poder mudar de camada, como fazem os elétrons ao perderem ou absorverem energia, dentro dos átomos. Influenciando os outros e sendo influenciados por eles, formamos uma constelação que de tempos em tempos muda de estrutura.

Nas mesmas tradições semitas e babilônicas, que tem o arco-íris como sinal de aliança, o recado era bem claro: o mundo não seria mais destruído por água, mas sim por fogo. Mestre Jesus disse: “eu vim à terra trazer fogo” e ele completou dizendo, “como gostaria que já estivesse aceso”. Bem, nosso mundo sofrerá grandes transformações e o fogo que vai consumir cada um de nós, descerá do alto e por dentro nos reintegrará a comunidades das quais estávamos afastados.

Essa função é da destruição criativa, é um bailar, ou seja, uma dança, por isso escolhemos a música do Forrozão Tropykália: “Planeta de Cores” que é uma das versões em português de “Ascolta il tuo cuore”, pois ela é dançante e é quente. O calor das almas que nos uniu e o mesmo que será necessário para nos separar. Não teremos sucesso como uma nova civilização evoluída, não haverá “novos céus e nova terra”, se não deixarmos queimar nosso coração, apagar o remorso, sem que isso apague quem é você por essência.


“Planeta de Cores” - Forrozão Tropykália

(leia letra completa)


Mas não vê que o amor não se esconde Mesmo em silêncio pode se ouvir ao longe Não se foge, não se pode negar o amor Só entregar-se a esse planeta de cores

Se um amor te anula, isso não é amor. É um sentimento que pode ser chamado de “amor” por falta de palavra adequada. É um gostar-dependente que nos mantém vivos e unidos como grupo social. Mas esse mesmo vínculo, com o passar do tempo, cansa, pesa, nos tira o ânimo de viver. Pois cada um de nós tem algo a mais, que vai além de simplesmente agradar os outros ou se adequar a sistemas sociais. A palavra certa, que tem sido muito utilizada em tatuagens, é: “Permita-se!”.

Entre nós e os animais da Terra, há algumas diferenças estabelecidas pela cultura. A Psicologia Profunda e a Antropologia identificaram alguns traços fundantes de nossa civilização. Uma delas é o interdito ao incesto, ele traz certa estabilidade e ordem nas relações sociais, sobretudo, nas questões relacionadas ao patrimônio, herança de bens e supressão de uma disputa sem fim que ocorreria no interior das famílias se fosse autorizado que se mantivessem relações conjugais e sexuais entre pais, filhos e irmãos, coisa que ocorre normalmente na natureza animal.

A Psicanálise tem nisso boa parte de sua estruturação de compreensão sobre o que negamos como seres para tornar viável a experiência social. É bem interessante a diferença entre as versões da música escolhida, em italiano e em espanhol, fala-se sobre o amor que você teria por si mesmo e que conduz o seu destino, como um Eu Superior. Já a versão no ritmo de forró, fala exatamente do contrário, do como você pode se entregar ao amor-carnal-impulsivo que te levaria inclusive a vincular-se aos seus parentes.

Vou seguir meu destino Mesmo com toda dor que há aqui dentro Não podemos bloquear nossos caminhos Talvez descobrirás nossa história não foi só um minuto Sem futuro nenhum pra nós Mas se agora não dá mais Pra viver e amar como antes Talvez por medo de querer

Alguns podem dizer: “que horrível esse tipo de insinuação em relação às relações familiares...”. Bem, mas é justamente esse incrível amor, que parece chiclete, ou melhor, cola super bond que faz com que você mesmo vendo a verdade, que é esse tipo vínculo que faz você tomar atitudes impensadas e mesmo vendo e sabendo, você não tem forças para deixar.

Quem disse que ia ser fácil? Voltar a falar com quem não se via mais, com certeza, parece algo desejável. Que bom, não é, quando a solução é reconectar o que estava separado? E quando a solução é separar o que está colado como unha e carne, como se dois corações tivessem se tornado um? Aí é diferente, posso dizer por experiência própria: não será nenhum um pouco fácil.

Não deixe de ser quem você é Siga o seu destino Porque toda a dor que você tem aí dentro Nunca poderá cancelar o seu caminho [...] Acredite em você! Escute o seu coração! Faça o que ele diz mesmo se lhe fizer sofrer Feche os olhos e deixe-se levar Experimente voar muito além dessa dor Você não se enganará, Se ouvir o seu coração

Embalado ao som de Forrozão Tropykália eu fiz escolhas, aos meus vinte e poucos anos. Antes dos 20 anos, eu ouvia Laura Pausini, aprendi italiano por ela, mas essa letra nunca fez tanto sentido como hoje. Apenas, hoje perto dos 40 anos, depois de construir uma vida inteira, reconstruir, estraçalhar corações pelo caminho e nunca ter suprido o vazio que estava no meu coração, somente hoje eu posso dizer:

Mãe, te amo. Mas a senhora machucou muito meu coração, quando esperou de mim uma forma de ser que não era eu. Tudo o que fiz, fiz para te agradar. Fiz até onde eu pude, hoje decido não mais fazer isso. Te agradeço por tudo, até as vezes que foi dura comigo, isso me tornou um homem forte, estudado que usará todos esses recursos para vencer.

Pai, te amo. O senhor foi meu espelho em tudo e, justamente, por isso eu não tive forças para ser quem eu realmente sou. Sou grato por tudo, seu sacrifício, seu carinho. No fim, quando a única pessoa que podia me entender era justamente o senhor, fiquei sozinho. Isso doeu muito. Mas do seu jeito, o senhor tem me ensinado e tem sido o super avô que meus filhos mereciam.

A partir de hoje, eu sigo meu caminho e deixo com vocês dois as questões que são suas. E eu assumo a responsabilidade total por minha vida. Sempre os amarei e tem um lugar especial para cada lembrança de nossos momentos juntos. Tudo foi perfeito como foi. Mas se eu ficar aqui plantado, serei eu quem estará causando um mal para todos nós.

Nesse meio tempo, a vida me ajudou a encontrar substitutos para vocês dois e para todos aqueles que fizeram parte de nossas histórias da década de 1980 em Niterói-RJ e no Pilar-AL. Rasguei muitas almas, tentando desesperadamente me segurar nelas para não perder vocês. A cada uma dessas almas, eu peço perdão e obrigado por tudo que levo de vocês comigo. Eu também fui usado para espelhar as lembranças delas para com seus amores infantis e me sinto muito honrado dessa escolha, ainda que involuntária.

E assim como parto para meu próprio caminho, deixo em Maceió tudo aquilo que não mais domina a minha vida, tudo levo comigo como boas lembranças, mas hoje, sigo com coragem, ainda que com lágrimas rolando.

> Wagner Soares, 20 de outubro de 2020.

Mensagem parcialmente canalizada, sob inspiração de Joana de Ângelis (Clara de Assis)

Porque as gerações vindouras estarão finalmente livres das amarras psicoemocionais que nos dominam uma vida inteira.

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