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E se Marco Polo pudesse falar, neste momento, o que ele diria?

Atualizado: 19 de Mar de 2020


Cenas da série Marco Polo da Netflix: à esquerda, Polo; à direita, o filho de Kublai Khan, príncipe da China e da Mongólia

Da Itália a China, passando pela Pérsia. Marco Polo fez o caminho inverso da Peste. E depois trouxe no coração outro tipo de infecção. Hoje, das Américas ele se pronuncia sobre a transição planetária e a pandemia de 2019-2020. Essa mensagem traz duas considerações karma coletivo e os reencontros de vida, comerciante croata-italiano que no século XIV se aventurou em meio ao império tártaro-mongol e contou as maravilhas do Oriente para a Europa.


“[...] quero que saibam que desde que Deus fez Adão nosso primeiro pai até ao dia de hoje, nem cristão nem pagão, sarraceno ou tártaro, nem nenhum homem de nenhuma geração viu, nem explorou tantas maravilhosas coisas do mundo, como fez o senhor Marco Polo” Il Millione (Livre des Merveilles du Monde) Rustichello de Pisa

Quem melhor do que eu mesmo para falar sobre algumas coisas que vocês estão vendo no mundo!? Prazer, meu nome é Marco Polo e estou entre vocês, nesse inicio do século XXI, como um dos últimos índigos da década de 1980. É verdade que essa frase de inicio é um exagero do meu bom amigo Rustichello, eu não explorei tantas coisas assim. E, na verdade, o mais impressionante que vi, não foi nas viagens que fiz na superfície do Planeta Terra, foram as coisas que me foram reveladas entre uma encarnação e outra. Coisas que vi no mais profundo da alma humana. E, saiba, desde já, a alma humana é uma só, não são várias, nem é uma para cada pessoa. Só há uma alma humana e nós a partilhamos para poder dar sentido a nossa experiência de vida.



Sobre karma coletivo e as epidemias


Tive que me pronunciar, pois ficou muito evidente que ainda existe uma linha energética que conduz um intento de expansão imperial. Essa linha oxigena o mundo, como via arterial. Mas, por vezes, há o intuito de usá-la como canal por onde o ímpeto bélico tártaro possa se sobrepor e se amalgamar com o culto cristão que, em verdade, são as ruínas do Império Romano. Sempre disseram que eu e Rustichello confundiram os mongóis com os tártaros, é porque vocês não conhecem os mitos que unem esses dois povos em ancestrais comuns da Sibéria.


A nação Norteamericana é, justamente, a junção de parte disso que vocês ainda não conseguem ver com clareza. Os Estados Unidos e sua nação coirmã, o Canadá, são o ponto de encontro entre os impérios Romano e Tártaro. O que há de mais peculiarmente mongol da grande Tartária é, hoje, o que vocês conhecem como a China moderna. A costa Pacífica do Canadá e do Estado de Washington naturalmente convida os chineses, pois todos eles formam uma grande egrégora.


Washington D.C., o Vaticano e Pequim (a qual conheci como Cambulac) formam uma triangulação da qual ficam faltando outros pontos vitais do planeta, tais como Jerusalém, Bagdá e Teerã. Sinto dizer que a Nigéria e o Brasil não precisam sentir agora, na verdade, já sentem tudo isso há bastante tempo.


Nos últimos meses, os humanos terrestres encarnados no plano físico estão sentindo a reverberação de muitas ações que ocorrem simultaneamente entre o mundo físico e o mais sutil. As pretensões chinesas de reestabelecer a Rota da Seda é uma materialização de um ímpeto que não tem espaço, sem antes que haja reconciliação com outros povos. A Pérsia sofre um grande golpe e, recentemente, isso abalou muito o mundo espiritual.

Idas e vindas marcaram esse processo de limpeza kármica por meio de epidemias.


A peste negra assolou do Oriente ao Ocidente. A gripe espanhola, que na verdade, é tártara-romana (ou seja, norteamericana), assolou do Ocidente ao Oriente. Esta epidemia já estava ensaiada, ela surgiu no céu como um raio que cruzou do México (que também carrega as insígnias de Roma), passou pelo Oriente Médio e chegou ao leste da Ásia. Nesse rasgar, no plano físico, apresentou-se de algumas formas diferentes de minerais-vivos (o que vocês chamam de vírus) e irrompeu nessa variante, bem no coração da China mongol.


Essa não é a melhor maneira, mas depois de tudo isso saberemos que somos Um, que somos uma única grande família. Que não há mais sentido que nos tratemos como tribos de inimigos. Não é a melhor maneira, mas infelizmente, só com a economia de joelhos, seremos capazes de parar para pensar e refletir. Todos os dias temos intencionalmente matado e deixado morrer muitos mais. Bilhões de dinheiro perdidos em guerra. Por que investimos tão pouco em Saúde e Segurança Alimentar?


Tem muito sangue inocente sendo resgatado. É possível ver vítimas e algozes da Inquisição europeia livrando-se das amarras que os uniam em uma lógica de caça de gato e rato. A América fede por tudo o que foi feito pela sua conquista do Atlântico ao Pacífico. A África se diz vítima do colonizador do Norte, mas mesmo livres para construir seu próprio destino, escolhem as armas e a fome, mesmo com tanta riqueza e força à sua disposição.



Sobre ser vencedor e o desejo de crescer


Os artistas tem a incrível capacidade de captar do meio do acervo mental humano e até da Natureza, enredos, energias, conteúdos, que fazem sentido ao mesmo tempo na vida deles, como um poeta que pensa está criando algo novo, como de um intérprete que está apenas dando forma a algo que já existe.


Existe uma música, que fez sucesso entre 2010 e 2012, chamada “Long Live” da cantora norteamericana Taylor Swift. Taylor tem um nome peculiar, que, justamente, carrega o aspecto masculino neutro de que estávamos falando. A ela nasceu marcada ao sucesso e sua vinda a Terra, carrega a energia que leva elementos da Ásia bem para o centro do coração dos Estados Unidos. Ela canta “vida longa” a um sentimento de majestade alcançado por pessoas normais. Eu passei por isso, ela encontrou na fama artística, eu já tinha sido nobre espanhol em vida passada, depois um “órfão” veneziano que se tornou alta dignidade na China.


Estes dois lados daquela minha vida são bem delineados quando a gente lembra que essa música recebeu uma versão da cantora brasileira Paula Fernandes. E aí está a diferença dos dois momentos, de forma bem marcante: na letra original de Taylor Swift, ela narra cenas dignas de Game of Thrones. Nos versos adicionais de Paula Fernandes, parece que ela traduz meu sentimento de resignação, depois de tudo o que eu vi no Oriente e o que eu vi nas guerras entre as potências do Mediterrâneo.



“Eu disse: Lembre-se desse momento No fundo da minha mente Quando estávamos lá com nossas mãos tremendo A multidão se levantava e ia à loucura Nós éramos os reis e rainhas E eles leram os nossos nomes Na noite em que você dançou como se soubesse que nossas vidas Nunca mais seriam as mesmas [...] Você manteve sua cabeça erguida como um herói Em uma página de um livro de história Era o fim de uma década Mas o começo de uma era.” Long Live, 2010 Taylor Swift

Então vou lhe dizer, de quem Taylor está falando. Ela fala de si mesma, da busca dela pela sua estrela a brilhar no céu, fala de uma grande noite de premiação ou de um show de audições de novos talentos musicais. Mas ela, também, narra com perfeição cenas de espetáculos de gladiadores. Ela fala exatamente daquele momento que o grande Khan é eleito, em meio a intrigas e mortes. Ela fala de forma detalhada como se cria um mito como o Rei Artur. Meu amigo Rustichello escreveu crônicas sobre o essa lenda britânica, ele colocou um pouco de fantasia para ficar mais interessante a leitura.


Mas vocês sabem quem era Artur em sua origem real? Ele era um oficial do exército Romano, incumbido da segurança do governador romano da Bretanha e da ordem nessa possessão distante. Quando os saxões decidiram invadir as ilhas, Roma decidiu se retirar e deixar os bretões a própria sorte. Algumas grandes nações fazem isso, usam, exploraram e depois deixam os nativos morrerem. Recentemente o império dos Estados Unidos fez isso com vários aliados. Uma triste decisão vergonhosa, com a justificativa que era para se retirar dos conflitos. Mas Artur ficou e fez daquele povo o seu, tornando-se o herói deles. Mas mesmo por boas causas, precisamos repensar se sempre precisaremos das guerras para provar nosso valor.


Quando ela fala: “