Cuidados ao compartilhar textos de cunho psicológico

Atualizado: 30 de Nov de 2019

Eu vou explicar algumas coisas, mas logo em seguida você terá acesso às recomendações sobre quando você deseja compartilhar esse tipo de mensagem com mais alguém.

Se você mesmo se achou impactado mais do que o normal., nós vamos falar sobre isso logo em seguida. Mas talvez sua necessidade imediata seja mesmo de desabafar, de poder ser ouvido por alguém. Recomendo que faça uso do serviço do Centro de Valorização da Vida (CVV): "Como Vai Você", gratuito, 24 horas, válido para todo o Brasil. Basta ligar 188 ou acessar: https://www.cvv.org.br/


E por que eu deveria compartilhar? Porque a pessoa pode realmente está precisando. E se tem a possibilidade de efeitos colaterais, por que simplesmente eu não leio apenas para mim e deixo ela descobrir sozinha? Olha, nossos temas são bem profundos, então provavelmente algumas pessoas com as quais nossos temas possam se correlacionar podem está sob:


  • processo de codependência emocional em contextos de violência

  • assédio moral no trabalho ou em outro ambiente institucional

  • assumindo riscos à saúde mediante dinâmica de compulsão

  • consolidando o plano de execução depois de algum tempo remoendo a ideação suicida

  • o aprofundamento da depressão


A relevância da sua ajuda pode ser tão grande, que você estará contribuindo para que a pessoa encontre o caminho de sua salvação pessoal. Mas ao fazê-lo você deve ter alguns cuidados.


Muita oferta de conteúdo precisa ser mediada pela sensibilidade de saber o momento e o jeito certo de apresentar o tema


A Internet está repleta de textos e vídeos com mensagens que tocam em temas sensíveis de nossas vidas. Essa gama de conteúdo nos ajudam a tirar as primeiras dúvidas sobre algum problema que estejamos vivenciando.


Mas quando partimos para a resolução deles, é importante que você saiba que cada pessoa tem seu tempo e por trás de um mal geral de nossa geração, como a depressão, ali podem ter mais coisas, que uma vez tocadas não saberemos como equacionar.


Por isso é preciso certa cautela no auto diagnóstico psicológico e psiquiátrico, assim como na tentativa de abrir os olhos de alguém a todo custo. Estou fazendo esse alerta, com todo carinho, porque me sinto na responsabilidade de lhe orientar sobre como compartilhar esse tipo de mensagem com alguém que você sabe que está precisando.


Faço isso, sobretudo, por causa de meus próprios textos. Eles tendem a ir muito profundo nas questões que normalmente não são tocadas no cotidiano. Se você os recebe por que fez a escolha de buscar, essa sua predisposição de ir a trás do conteúdo garante que você está assumindo o risco das implicações de conhecer a verdade sobre si mesmo. E provavelmente está pronto ou começando a ficar pronto para o impacto desses temas.


No entanto, quando você compartilha esse texto, querendo que uma outra pessoa seja alertada, isso pode sacudir a vida dela de tal forma que nem ela, nem você terão condições de sustentar os efeitos colaterais imediatos.


A primeira série temática do Zoe Integrativa que me fez ver a importância desses cuidados, foi aquela que falei da irresistível atração do complexo parental (Precisei de odiar para poder me amar). Na continuação desse texto, seguem as recomendações sobre quando você deseja compartilhar essas mensagens com mais alguém ou quando você mesmo se achou impactado mais do que o normal.



Cuidados ao compartilhar com quem está precisando


Como expliquei no começo, você pode (tanto como deve) compartilhar as mensagens de cunho psicológico com aquelas pessoas que estão precisando. Tenho ciência que meus textos são em certa medida muito fortes e vão justamente impactar em pessoas que estão dentro de relações abusivas, tanto na vida pessoal como no trabalho, ou em meio a dinâmicas de depressão ou adictos em alguma dependência química.


Portanto, você pode compartilhar, mas procure perceber o momento propício e a forma mais adequada para tal. Por exemplo, na série "Precisei te odiar para poder me amar" eu usei uma música como ponto de partida sobre a reflexão do quanto nossos pais acabam guiando nossas decisões ao longo da vida. Tem gente que poderá está pronta para ler o texto, tem gente que você deveria começar mandando apenas a música.


Há ainda, situações que você não tem muita proximidade e deve perguntar: "li algo sobre tal tema, você quer ler?". Você também pode mandar apenas trechos da mensagem ou então publicar na sua rede social, sem direcionar para ninguém. Você vai assumir o risco de pensarem que é você que está passando por aquilo, mas o seu amigo ou parente que realmente precisa terá a chance de ler.


Essa mesma série como fala sobre os pais, não é conveniente que você compartilhe no grupo da sua família, prefira fazer isso no contato privado. Caso queira mandar para sua própria mãe, pare e pense se você fosse ela como receberia essa mensagem.



E quando a mensagem me impactou, ao ponto de desorientar temporariamente?

Ao ler uma mensagem mais profunda, é comum que seu inconsciente se estremeça, porque sabe que algo que nunca tinha sido tocado antes será mexido. Isso dá medo.


Por isso, não estranhe se a partir de agora, ou se desde que você começou a ler sobre o assunto, alguma dor no corpo surgiu para distrair sua atenção. Ou se alguém gerou alguma situação precisando de você justamente quando você queria continuar lendo.


De certa forma podemos perceber nisso o que Jung chamou de sincronicidade, o mundo ao seu redor parece responder àquilo que você está vivendo no seu interior psíquico, criando estranhas coincidências. Podem ser sinais pelos quais seu inconsciente, que é você também, dizendo que não quer ver isso agora. Talvez você deva respeitar e ir com mais calma. Não significa desistir, apenas dar mais tempo para digerir o tema.


Por isso, fique à vontade para dar uma pausa, refletir sobre o que foi dito. E só quando estiver realmente preparado e um lugar mais tranquilo aí talvez seja hora de você continuar.


E se você foi um desafiante, que ousou ir mais longe e agora está chocado: pare!


Nesse momento é comum uma leve dor de cabeça. Vá fazer tudo aquilo que já está acostumado a fazer. Assim que puder você vai voltar para essa busca pela sua verdade. Ouça o que seu corpo estiver lhe pedindo: uma comida que lembra bons momentos, normalmente aquelas que se comia na infância. Ouvir uma música que acalma ou acalenta, ir para aquele cantinho que é para você um refúgio secreto.


Quando eu escrevi sobre o dilema da vida que as mulheres passam nessa fase de transição entre gerações com aspectos culturais bem diferentes, eu expliquei algo que serve para todos nós:


"Certas circunstâncias podem doer, após decidir trilhar um desses caminhos. À medida que for se descobrindo, talvez perceba que aquele emprego, aquela formação profissional ou aquele casamento não faz mais sentido. E isso vai tirar você de sua zona de conforto. E sobre como ganhar mais consciência de como dar esses passos em direção à mudança e o acolhimento de si mesma, que vamos tratar nas próximas postagens"

Esse trecho acima é do texto: "As mudanças culturais têm gerado profundo desconforto emocional para as mulheres", de 04 mai. 2019.


Dependendo de como você se sente sobre aquele tema, você pode pensar em duas imagens apenas para ilustrar. Ou que você está para beber algo muito quente ou que precisa comer algo que está congelado. Bem, você vai precisar beber ou comer, mas vai precisar fazer isso com certo cuidado, com o jeito mais apropriado e pode levar um tempinho até que esteja no ponto certo.


Não atropele o tempo das coisas, tanto o fogo como o gelo queimam. E o bolo quente que acabou de sair do forno, pode dar dor de barriga, mesmo ele sendo muito gostoso. Não tenha medo de comer do bolo, apenas espere esfriar, se esperar de mais ou para vida toda, ele vai mofar.

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Sobre o autor


Meu nome é Wagner Soares tenho 37 anos, sou taurino com ascendente em sargitário, ao todo fui e sou pai de 5 filhos, natural de Maceió-AL, mas resido em Recife-PE, onde trabalho como servidor público federal. Já estudei Administração e Segurança Pública, área que ainda atuo. Depois de um divórcio difícil, uma mudança de emprego marcante e um intenso movimento de afirmação de minha sexualidade, percebi que tanto no ambiente da vida pessoal como da social, conteúdos psicológicos profundos afetam a trajetória das pessoas assim como das organizações. Por isso me tornei mestre em Ecologia Humana focado no campo da Ecologia Mental, sob as bases da Psicologia Complexa de Carl Gustav Jung.


No intuito de trazer saúde para os sistemas sociais humanos, entre eles as organizações do trabalho, tenho buscado saberes e práticas de cura. A cura de empresas, famílias, órgãos, partidos, sindicatos e instituições em geral perpassa em conjunto pela cura das pessoas que integram esses sistemas sociais. Percorrendo esse caminho, hoje eu sou constelador familiar, terapeuta organizacional e aluno de Psicologia.


  • Para empresas e demais instituições ofertamos nossos primeiros achados da Ecologia Organizacional Clínica, através de consultoria.

  • Para as pessoas abordamos as Ciências da Família nos temas de Sexualidade, Conjugalidades e Cultura, assim como ofertamos sessões de constelação familiar e processos de life coach.


Site: www.zoeintegrativa.com/wagnersoaresdelima Instagram: https://www.instagram.com/wagner.soaresdelima/


©  2020 por Zoe Integrativa  | www.zoeintegrativa.com

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