A doença por trás da doença

Atualizado: Jul 5



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Apresentação do livro


As doenças são sinais de uma linguagem para qual é preciso ter muita sensibilidade para interpretar. Apenas em casos de epidemia podemos ampliar a compreensão da realidade individual do doente para uma observação sobre o quanto a sociedade também está afetada.

É o que vamos fazer aqui neste texto, compreender a síndrome respiratória pela linguagem oculta do corpo, mediante a psicossomática psicanalítica e estender essa compreensão para a ecologia dos seres humanos e do planeta pela psicologia complexa junguiana.


Pesquisas feitas, após a epidemia de SARS em 2003, mostraram que mais da metade dos pacientes sobreviventes apresentavam transtornos psíquicos[1]. Mostraram também que profissionais de saúde, mesmo na ala de isolamento, entre médicos e enfermeiros, podem contribuir para a melhora física do paciente, bem como para a prevenção de danos psicológicos, apenas conversando com os pacientes[2].

Iniciamos esse estudo, com a seguinte proposição: mas o que dizer a eles? E se alguns desses transtornos já estivessem pré-estabelecidos antes da doença e fossem, justamente, eles que tornaram as pessoas mais susceptíveis à síndrome respiratória?

Nossa hipótese é que a síndrome respiratória é capturada pelo psiquismo do paciente não como um infortúnio, mas como uma oportunidade de expressão, na qual possam ser aliviadas as pressões de um escravismo silencioso da modernidade frenética e sem sentido de vida. Se isso se confirmar, então, assim como se preveni aqueles com comorbidades físicas, também se devem ter precauções com portadores de uma predisposição mental.

Portanto, esse quadro que envolve adoecimento psíquico pessoal e coletivo, com manifestação de doenças no corpo e eventos catárticos, enquadra-se no que podemos chamar de doenças típicas da modernidade tardia, as quais se caracterizam por ficarem em um limbo, entre causas mensuráveis e implicações do plano mental, deixando a medicina e as instituições sociais convencionais transtornadas por terem dificuldades em criar protocolos.



Psicossomática psicanalítica

Começamos falando sobre os pulmões e sua ligação com o estado de espírito, mediante um comentário da analista suiça Emma Jung. Em um momento posterior retomamos a simbologia sobre os pulmões, a caixa torácica e o centro energético cardíaco, todos da região central do corpo humano. Para isso aludimos ao médico e psicoterapeuta alemão Rüdiger Dahlke, autor de "Doença como Caminho" e trouxemos um pouco da noção de psicossomática oriental para você entender o caminho da afecção do novo coronavírus pelos chakras.

A grande contribuição, porém, para fazermos a reflexologia simbólica de sintoma por sintoma, coube aos ensinamentos da psicanalista integrativa brasileira Cristina Cairo.

O médico e psicanalista argentino Luís Chiozza nos traz uma esteira de reflexões baseadas na ideia de Sigmund Freud e Josef Breuer de que a gripe seja um evento de revivência do trauma dos primeiros dias após o nascimento, no qual era preciso aprender a respirar sozinho.


E completa com referências a psicanalista austríaca Melanie Klein, que explica como as lembranças dos bons momentos dentro do útero materno, podem servir de um tipo de comparação entre fatos da vida adulta que, por fim, não poderão se tornar substitutos à altura, deixando um resquício de saudade e incompletude.


Fizemos um paralelo com o filme "Matrix" de 1999, comparando como num mundo onde eu não posso mais ser quem realmente sou, é preciso renascer. Trouxemos as análises de Flávio Silva, professor da Universidade Federal de São Carlos e de Nicholas Barber, colunista da BBC sobre o filme e os dois “eus”, um preso no mundo do trabalho das sociedades modernas e outro livre a para viver sua própria história.

Portanto, a cena mais impactante é um paciente respirando de forma angustiante, até que tudo se normaliza e é preciso retirar o equipamento de dentro de sua traqueia e laringe. A Medicina nos mostra que mais difícil que colocar o paciente na ventilação mecânica é a retirada, o “desmame”. Finalmente, essa pessoa pode falar ou descansar desse mundo que não a recebeu bem. Talvez seja assim que pensem, precisamos investigar mais sobre o psiquismo dos sobreviventes.


Ecologia Mental e simbolismo profundo


Admitindo a dinâmica do inconsciente coletivo, é possível verificar a correspondência para com o caminho feito pela pandemia e com os países mais afetados em número de casos e mortes. É possível ouvir nas reações das pessoas adoecidas um ultimato feito pela inteligência que rege o planeta Terra e ver nesse sistema geológico de forma mais abrangente o mesmo abrigo que para uma pessoa seria o útero de sua mãe. Tal disposição surgem do mesmo ímpeto que Carl Gustav Jung teve ao conhecer as tradições indianas e nativas da América do Norte e escreveu: “A mente e a Terra”.

Por fim, o cantor espanhol Alejandro Sanz e a brasileira Ivete Sangalo assumem o papel de porta-voz dessa entidade oculta e nos revela o tipo de sentimento que está por trás de uma epidemia de síndrome respiratória e desse sentimento de desolação e distanciamento entre a alma e o ar: ânima e o ânimus, tanto o pessoal como o planetário.



Propósito do livro

Acreditamos que a compreensão sobre a dinâmica mental interna da doença e do quadro anterior ao adoecimento, possam dar bases para os profissionais e familiares saberem como apoiar a pessoa doente. Esse apoio, talvez possa ser ainda complementado com a psicoeducação, na qual, o próprio paciente toma consciência das condições prévias que o deixaram psicologicamente mais susceptíveis à doença.

Se isso não puder ajudar o paciente em si, que conforte a família no luto. É comum, que nessas famílias surjam pessoas que queiram seguir o mesmo destino do querido parente falecido ou fique inconformado sem saber ao menos o que se passou, em termos de sentido profundo. Não servindo para evitar o adoecimento do corpo, servirá para compreender os quadros de adoecimento psíquico que costumam vir a reboque logo após a recuperação física dos sobreviventes de uma epidemia com essas características



Lives, vídeos e entrevistas


Live | 07.04.2020



O livro "Doença por trás da doença" foi tema de lives promovidas aqui na Zoe Integrativa. Temos aqui o link da live do dia 07.04.2020, terça-feira, às 21h (horário de Brasília). Abaixo segue o vídeo salvo no Facebook. Mas caso queira ver no Youtube, clique aqui.




Pontos de venda







Notas

[1] Publicações têm demonstrado um grande número de transtornos psíquicos que acometem os sobreviventes de uma epidemia de síndrome respiratória quer seja o COVID-19 (2019-2020) ou a SARS de (2002-2003): (a) XIANG, Yu-Tao et al. “Timely mental health care for the 2019 novel coronavirus outbreak is urgently needed”, 2020. [Link] (b) O Tempo, “Última epidemia de coronavírus deixou rastro de doenças mentais”, 12 fev. 2020. [Link] [2] CHENG, Sammy K. W; WONG, Chee W. “Psychological intervention with sufferers from severe acute respiratory syndrome (SARS): lessons learnt from empirical findings”, 2004. [Link].

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